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Homem vira réu por matar pai e irmão da ex-companheira em caso tratado como vicaricídio
A Vara Criminal da Comarca de Camaquã, no Rio Grande do Sul, recebeu a denúncia do Ministério Público contra o homem investigado por matar o pai e o irmão da ex-companheira, no início de outubro.
De acordo com a acusação, o réu responderá por vicaricídio pela morte do ex-sogro e por homicídio qualificado pela morte do irmão da ex-companheira. Neste último caso, o Ministério Público apontou as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a denúncia, os crimes teriam ocorrido entre a noite de 8 de outubro de 2026 e a madrugada de 9 de outubro de 2026, com a finalidade de provocar sofrimento à ex-companheira após o término do relacionamento.
Ainda conforme o Ministério Público, o investigado teria ido até a residência das vítimas, rendido pai e filho com arma de fogo e efetuado disparos a curta distância. A acusação também relata que, depois dos fatos, ele teria telefonado para a Brigada Militar e admitido a prática dos crimes.
Com o recebimento da denúncia, tem início a ação penal, na qual os fatos narrados pelo Ministério Público serão examinados sob o crivo do contraditório e da ampla defesa.
O caso chama atenção pelo enquadramento de uma das mortes como vicaricídio, expressão utilizada para designar a violência praticada contra terceiros próximos com o objetivo de atingir emocionalmente outra pessoa, em geral no contexto de violência de gênero e após a ruptura da relação afetiva.
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